Nossa História

Em 14 de setembro de 1976, um jovem de apenas 20 anos desembarcava no Brasil trazendo consigo nada além da coragem e da fé. Seu nome era Joseph, que Aparecida viria a conhecer como Sr. Zuza. Vinha do Líbano, refugiado da guerra, deixando para trás raízes e memórias e trazendo no coração apenas o desejo de reconstruir a vida. Os primeiros anos foram de luta. Somente quando conseguiu se firmar é que encontrou trabalho em uma loja de itens diversos. Era um emprego modesto, mas foi ali que começou a juntar e conquistar o capital que mudaria sua história.

Após anos de economia e disciplina, comprou um terreno do qual nasceu o Hotel Paradise, abrindo suas portas nos anos 2000 com apenas dois andares. Pequeno em tamanho, mas imenso em significado: era o primeiro fruto concreto da luta do Sr. Zuza, o primeiro espaço onde sua visão de acolhimento se tornava realidade.

Em outubro de 2015, um prédio de dezesseis apartamentos foi demolido. Para muitos, era apenas o fim de uma construção, mas para o Sr. Zuza, era o início de um novo projeto. No ano seguinte, em 2016, ergueu-se a fundação do Hotel Beirut. Durante esse processo, veio a pandemia, e o mundo sofreu — assim como esse projeto e esse sonho. A família enfrentou a sombra da falência, os corredores vazios e o silêncio em uma cidade movida pela fé. Foi um período de incerteza, de noites insones em que parecia que tudo poderia ruir. Mas, como tantas vezes antes, o Sr. Zuza resistiu. Após o período pandêmico, em 2023, o Hotel Beirut finalmente abriu suas portas. Nasceu com apenas três andares, mas com a força de quem sobreviveu ao impossível. Em 2024, foi concluído em toda a sua grandeza, tornando-se um marco na cidade de Aparecida.

Hoje, Tony e Eliane, filhos do Sr. Zuza, dirigem o Hotel Beirut, enquanto o próprio patriarca continua à frente do Hotel Paradise. Juntos, mantêm viva a chama de uma gestão familiar que não se resume a negócios, mas a valores, fé e perseverança. A saga do Sr. Zuza não é apenas a história de um empresário. É a história de um refugiado de 20 anos que iniciou sua trajetória no Brasil e transformou dor em esperança — e esperança em legado.